Prosa


 
 

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A HISTÓRIA DA RAINHA PLANTA CARNÍVORA*

Ian Braga Alves Moreira, 08 anos, Sala de Recursos de Altas Habilidades em Língua Portuguesa e Artes Visuais

 

Era uma vez uma pequena planta carnívora. As outras eram enormes e não gostavam dela.

Ela fugiu de casa e foi para a floresta viver aventuras. Ela retirou as próprias raízes e foi andando até chegar à floresta. Ela descobriu o rei das plantas carnívoras. Ele morava em seu castelo de plantas.

O reino era feito de melancias, cravo de morto, morangueiros, parreiras, macieiras. O rei estava prestes a morrer. Ele foi picado por uma abelha morta-viva que sugou todos os seus nutrientes. O rei deu o trono para a pequena planta carnívora: Lindinha era o seu nome. Ele percebeu uma coisa muito linda na Lindinha, uma coisa no interior dela: ela tinha a beleza de uma rainha.

O rei deu um brilho mágico para Lindinha e ela acabou se transformando na mais linda planta carnívora, parecida com a rainha, que havia morrido há algum tempo.

O rei virou cinza, pois os seus nutrientes se acabaram.

                                                        

Lindinha foi em busca do líquido mágico das plantas, para ressuscitá-lo. Ela passou pela floresta de espinhos e quase foi espetada por eles. Ela saiu e foi para o pântano de piche. Ela disse:

- Estou morrendo de medo!

Ela viu um monstro de piche, horroroso! Ela se lembrou das jóias mágicas da família dela. A família dela era a única que possuía aquelas jóias. Então a pedra-jóia roxa brilhou, flutuou e entrou no monstro de piche e aí todo o piche virou água.

Apareceu um barco pirata, do nada.

Lindinha disse:

- Que sorte a minha! Essa pedra mágica me fez coisas boas.

A pedra mágica voou para o bolso de Lindinha. Ela foi navegando até o final do rio, no barco.

Ela encontrou a cidade de gelo e estava tão fria que quase congelou.

Ela pegou a pedra-jóia azul que trouxe o sol para aquele lugar. O gelo se derreteu e apareceu a cidade mais linda do mundo.

Ela andou, andou até seu último objetivo, a cidade Arco-íris. Ela não encontrou o arco-íris que levava até o pote de líquido mágico no formato de uma estrela.

Ela se lembrou da penúltima pedra. A pedra-jóia colorida que se transformou num lindo arco-íris e a pedra voltou para o seu bolso. Ela andou pelo arco-íris e finalmente encontrou o pote onde estava o líquido.

Ela não sabia como voltar para casa. Ela então usou a última pedra que a levou de volta ao castelo. Ela jogou o líquido nas cinzas do rei e ele voltou à vida e ele a pediu em casamento. Ela se tornou a rainha das plantas carnívoras. As plantas começaram a respeitá-la e ela teve milhões de aventuras junto do seu rei.

 

*Extraído do livro “Poesia e Prosa II: Projeto Rádio Diversidade”, uma realização da Rádio Utopia FM, em parceria com Escolas Públicas de Planaltina e patrocínio do Ministério da Cultura. O show de lançamento ocorreu no dia 16 de outubro de 2010, no estacionamento da Universidade de Brasília, campus Planaltina. Logo mais publicarei fotos e textos sobre o evento/livro.



Escrito por batista filho às 00h05
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sabe o que o eu queria hoje, agora?! ter, por um instante que fosse, a fé simples de criança. de joelhos juntar as mãos, erguer os olhos em busca do sorriso d’outra criança, que escapuliria dos braços da mãe pra vir brincar comigo.

 

honestamente: não sei que raios de pensamentos foram esses que me ocorreram às 23h dessa segunda-feira...



Escrito por batista filho às 23h07
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nada que te diga, coração! - será diferente do que o vento nos diz, desde o princípio de tudo. inda assim, coração! - digo e respondes num palpitar diferente, pois nossas vozes também cantam no entardecer, quando o vento, por um instante emudece... Ave, Maria...

 

quando fecho os olhos, coração! - fantasmas desassombram o passado: riem da maioria das lágrimas d’outrora. sorrimos também, coração. e é um riso bom: sem medo.

 

abro os olhos, coração. a realidade cobra o seu preço, gritado em incontáveis línguas e meios: sangue, saque, pedofilia... uma igreja a cada esquina: lobos a pastorear ovelhas. em cada esquina, um bar. garrafas esvaziadas sem matar a sede dos solitários... a velha ordem, travestida de novidade, a tudo e todos busca consumir, enquanto se faz noite no coração dos homens.

 

abro os olhos, coração! é noite, dentro de mim. apago as luzes da cidade, dentro de mim. deixo que a luz da lua e das estrelas me guiem, montanha acima. nuvens escuras por vezes tapam estrelas e lua, mas não o brilho dos vaga-lumes, que ora se aproximam, ora se afastam.

 

nada que te diga, coração! - será diferente do que o vento nos diz, desde o princípio de tudo. inda assim, coração! - digo e respondes num palpitar diferente, pois nossas vozes também cantam na noite, quando o vento grita mais alto, pois sabe não demora amanhecer.



Escrito por batista filho às 08h26
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 “sonho de árvore não morre “, dissera à relva, num tempo anterior às águas deixarem de correr, represadas pelos homens.

 

pássaros brotam dos galhos secos. em meio à imensidão do lago cantam e catam peixes.

 

(noutro continente, num cemitério esquecido pelos homens, borboletas, pássaros e bichos passeiam por entre lápides tombadas. anjos de asas quebradas retornam ao pó.)

 

“sonho de árvore não morre... só a semente, pra que o sonho floresça e o vento se encarregue de espalhar miríades de sonhos a clarear noites, dantes medonhas“, dissera a velha árvore, num tempo anterior às águas deixarem de correr, represadas pelos homens. agora não diz nada. dos seus galhos secos brotam pássaros. o seu espírito paira na imensidão do lago.



Escrito por batista filho às 07h37
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