de dedos, mãos, linhas, tempo, renda... e solidão

 

 

com teus dedos

e mãos

bilros

e linhas

tecias

rendas

alheias

 

tuas

só as mãos

e dedos

e sonhos

tecidos nos dias compridos

e nas noites insones

 

das linhas

tuas

somente as das mãos

calejadas

ternas

a traçar

vôos longínquos

a singrar

mares, rios e igarapés

prenhes de sonhos

livres e livra(dores)

 

bilros

linhas

e renda

a desafiar o tempo

a desfiar o tempo

que se perdeu

nas linhas

das mãos

tão tuas

tão sós

 

nós

cegos

onde nos perdemos?!

 

(para alguns blogs que se foram e deixaram uma saudade infinda. para amigos(as) blogueiros(as) que permanecem, resistem com a força das palavras, com o carinho da poesia. meu abraço fraterno.)