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nunca culpei o povo judeu pelo assassinato de Jesus, o Cristo, filho de Maria e José. muitos crêem que Ele nem existiu. identifiquei-me com Sua causa desde há muito. quando criança li sobre Anne Frank. muitos não crêem em sua existência. sofri e solidarizei-me com ela. li artigos/livros e assisti documentários/filmes sobre o Holocausto. muitos acreditam que o Holocausto não passa de um embuste. sei que a barbárie humana foi responsável pela morte de milhões de judeus - e não é por causa da grande mídia, continuamente discorrendo sobre o assunto -, que nunca esquecerei esse fato: assim como jamais esquecerei o assassinato de milhões e milhões de nativos das Américas em nome da ganância e de uma falsa fé apregoada por "católicos" e "protestantes"... isso sem falar nas populações de África e Austrália... nem por isso culpo os povos europeus ou católicos e protestantes, pelo sangue derramado em todos os quadrantes do mundo... poderia parar por aqui, se a memória não guardasse os sonhos irrealizados de milhares e milhares de habitantes de Hiroshima/Nagasaki (1945) ou milhões de sonhos vietnamitas "desfolhados" (década de 60). nem isso me fez culpar o povo norte-americano. obviamente existem pessoas responsáveis por todas essas atrocidades, mas não posso julgar todo um povo pelos desatinos ordenados e construídos por seus dirigentes e disseminados mentirosamente pelos meios de comunicação, como foi o caso da "existência" de armamentos de destruição em massa, que "justificou" a invasão do Iraque...

sempre acreditei que os judeus têm direito ao seu próprio território, ao seu próprio país. assim como o povo palestino. ou qualquer outro povo. contudo, é inaceitável ver/ouvir/ler a grande mídia reproduzindo que Israel tem razão nesse novo genocídio. lamento. e com tristeza reconheço que aprenderam direitinho a lição com nazistas e todos aqueles e aquelas, que ao julgarem estar acima dos outros, por acreditarem que são melhores ou mais fortes, na realidade desumanizam-se e demonstram o quão fracos são.

por uns e outros, humildemente rezo. e no microcosmo do meu mundo - luto -, diuturnamente, contra tais fatos.

FOLHAS ETÉREAS (republicação)

qual a diferença do choro de uma mãe judia para o choro de uma mãe palestina?

A ciência nos faz conhecer melhor as estrelas, mas não amá-las. O egoísmo nos impede de reconhecer a humanidade... nos outros!!!

Não posso chorar todas as lágrimas, ou sorrir todos os risos, ou sonhar todos os sonhos do mundo. Por isso, quando alguém morre, morrem sonhos - jamais sonhados; risos se transformam em ríctus de dor. E com isso, também morro, um pouco, num mar de lágrimas tristes.

Não há virtude na guerra, nem heroísmo em matar. As armas?! As armas são cegas: não distinguem um canhão - de uma mãe, com seu filho no colo. Guerreiros são cegos e covardes: deixam que outros enxerguem por eles, o que não suportariam enxergar; deixam que outros justifiquem, o que não ousariam justificar. Guerreiros não plantam nem colhem arroz, feijão ou trigo. Semeiam destruição e selvageria. Colhem medalhas e ódios. Guerreiros obedecem aos seus senhores - que sequer vão aos campos de batalha -, pois são mais covardes ainda: tremem de medo de enfrentar a vida! (Mortos insepultos, tais senhores tentam suprimir qualquer expressão da vida, porque sabem - toda guerra é suicida.)

Não posso chorar as lágrimas, ou sorrir os risos, ou sonhar todos os sonhos dos homens. Posso dizer "não!" a quem assassina, rouba e mente em nome da liberdade, justiça e democracia. Posso escrever essas palavras nas folhas etéreas do vento, na esperança que alcance corações e mentes de boa vontade.



Escrito por batista filho às 14h20
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